O Instituto de Identificação Aderson Conceição de Mello (IIACM), vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), alcançou, em 2025, o índice de 99% de eficácia na elaboração de laudos periciais de identificação papiloscópica. O resultado reflete o trabalho técnico e especializado desenvolvido pelos peritos criminais da área de Papiloscopia, que atuam nos campos da identificação civil, criminal e da necropapiloscopia, contribuindo de forma direta para o fortalecimento das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

Foto: Fábio Alves/SSP-AM
A Papiloscopia tem utilização em múltiplas frentes, abrangendo desde a investigação penal até ações de caráter humanitário. No âmbito da perícia forense, a ciência é empregada para a identificação precisa de pessoas presas que utilizam identidades falsas, cadáveres sem documentação e indivíduos envolvidos em investigações policiais cuja identidade apresenta inconsistências ou dúvidas.
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O diretor do IIACM, Mahatma Porto, destacou os resultados alcançados ao longo de 2025 e ressaltou a relevância do trabalho desempenhado pelos peritos criminais, responsáveis diretos pelo elevado índice de eficácia nos exames periciais.
“Em 2025, alcançamos 99% de eficácia na preparação e elaboração dos laudos periciais, contemplando casos de necropapiloscopia, identificação criminal, identificação civil, dúvidas quanto à identidade, fraudes e uso de identidade falsa. Em todos esses cenários, o Instituto auxilia as investigações policiais, oferecendo subsídios técnicos para que a autoridade policial possa tomar decisões com maior segurança”, afirmou o diretor.
Atuação além da esfera criminal
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Além da atuação no campo criminal, os profissionais da identificação também desempenham ações de cunho social em hospitais e abrigos. Segundo Mahatma Porto, o IIACM é frequentemente acionado em situações envolvendo pacientes em coma ou pessoas com dificuldades de comunicação que dão entrada em unidades de saúde sem documentos de identificação.

Foto: Fábio Alves/SSP-AM
“A instituição de saúde nos aciona, a equipe se desloca até o local, realiza a coleta fotográfica e das impressões digitais. Esse material é encaminhado ao Instituto e submetido à busca biométrica. Uma vez identificada a pessoa, é realizada a verificação de registros, como boletins de ocorrência, muitas vezes feitos por familiares que desconhecem o paradeiro do paciente. A partir desse cruzamento de informações, conseguimos localizar os familiares e restabelecer esse vínculo”, explicou o diretor do IIACM.
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