CULTURA

Mostra na FUnATI apresenta curtas produzidos por idosos em oficina do projeto Cine Igarapé

Após uma semana de formação em audiovisual com celulares, alunos da terceira idade exibem quatro filmes sobre a preservação dos igarapés de Manaus


A Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), em Manaus, recebe na próxima segunda-feira (27 de abril), às 9h, a mostra de resultados do projeto Cine Igarapé, oficina de produção audiovisual com celulares voltada para pessoas idosas e com foco na temática ambiental. A atividade marca o encerramento de uma semana de formação em que cerca de 28 alunos idosos aprenderam técnicas básicas de realização audiovisual, passando por etapas como roteiro, produção, filmagem e edição.

Foto: divulgação

Como resultado da oficina, os participantes produziram quatro curtas-metragens que abordam a importância da preservação dos igarapés de Manaus, trazendo para o centro do debate ambiental o olhar e a sensibilidade da pessoa idosa. A mostra reúne aprendizado, expressão artística e conscientização socioambiental, evidenciando o audiovisual como ferramenta de inclusão, memória e participação cidadã.

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Idealizador do projeto, Anderson Mendes destaca que a proposta do Cine Igarapé é aproximar diferentes públicos das ferramentas do audiovisual, ao mesmo tempo em que estimula reflexões sobre o território e o meio ambiente. “O Cine Igarapé nasce com essa proposta de unir formação, criação e consciência ambiental. Ver os alunos idosos se apropriando da linguagem do cinema com o celular, criando seus próprios filmes e refletindo sobre a preservação dos igarapés de Manaus, é muito potente. É uma experiência de troca, de escuta e de valorização de novos olhares sobre a cidade”, afirma.

Foto: Divulgação

A equipe do projeto é composta pelos oficineiros Keylla Gomes, Francy Junior e Adailton Santos, que conduziram as atividades ao longo da semana, acompanhando os alunos em todas as etapas da criação dos filmes. A formação buscou apresentar de forma acessível os fundamentos básicos do fazer audiovisual, incentivando a criatividade, o trabalho coletivo e a autonomia dos participantes na construção de suas narrativas.

Para a professora da turma de teatro da FUnATI, Lilian Machado, que também participou da oficina como aluna, a experiência foi enriquecedora e inspiradora. “Foi uma vivência muito especial. Além de aprender sobre roteiro, filmagem e edição, nós também pudemos exercitar a criatividade e pensar em temas importantes para a nossa cidade. Participar dessa oficina foi descobrir que sempre é tempo de aprender algo novo e de contar histórias que importam”, ressalta.

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Foto: divulgação

A mostra de resultados do Cine Igarapé também reforça o protagonismo da pessoa idosa em processos de criação artística e formação cultural, revelando como a arte e a educação podem caminhar juntas na promoção do envelhecimento ativo. A expectativa é que a exibição dos curtas emocione o público e demonstre a força da produção coletiva construída ao longo da oficina.