A força do cinema amazonense foi celebrada na 7ª edição do Festival Olhar do Norte, com o documentário “DASILVA DASELVA” entre os principais vencedores. A obra conquistou o Prêmio Especial do Júri, o troféu de Melhor Roteiro e o de Melhor Atuação para Moacy Freitas.

Willian Dauricio
Para o diretor Anderson Mendes, a conquista reforça a importância de preservar e difundir a memória de Da Silva: “Esse reconhecimento é também um reconhecimento da nossa identidade cultural. Estou feliz por ver a história de Da Silva sendo abraçada com tanta emoção e por poder contribuir para que sua arte continue inspirando novas gerações.”
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Ovacionado pela plateia, Moacy Freitas comemorou o prêmio de atuação: “Foi uma experiência transformadora. O público reagiu de maneira incrível e senti que a energia da plateia se misturava à intensidade da interpretação. Esse momento ficará guardado para sempre.”
Já o curador Diego Bauer ressaltou o crescimento do festival: “Nunca tivemos um público tão expressivo. Essa adesão é um sinal de que o Olhar do Norte se consolida como um espaço fundamental para o cinema amazônico e brasileiro.”
Atualmente, “DASILVA DASELVA” segue em destaque na Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens do 11º Cine.Ema – Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo. Em outubro, o documentário representará o Amazonas no cenário internacional ao competir no FIFAC 2025 – Festival International du Film Documentaire Amazonie et Caraïbes, que acontece de 7 a 11 de outubro em Saint-Laurent-du-Maroni, na Guiana Francesa.
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Foto: divulgação
Sinopse DASILVA DASELVA:
O universo imaginário do artista plástico amazonense Da Silva da Selva ganha forma por meio de suas próprias palavras e memórias. Autodidata, visionário e dono de uma linguagem visual única, Da Silva criou um verdadeiro mundo amazônico fantástico — povoado por cores, seres e paisagens que fundem ciência, espiritualidade e imaginação. Mesmo com a perda progressiva da visão, seguiu criando com intensidade, construindo um legado marcado pela originalidade e pela potência simbólica de suas obras, um filme que apresenta uma Amazônia íntima, subjetiva e imaginada — onde o tempo da floresta e o tempo da arte se entrelaçam.
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O documentário foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, com apoio do Governo do Amazonas, Conselho Estadual de Cultura e Secretaria de Cultura e Economia Criativa, via Ministério da Cultura e Governo Federal.

Foto: Alexandre Pinheiro
Confira os vencedores do Olhar do Norte 2025
Amazônia
- Melhor Filme: Boiuna (PA)
- Melhor Filme Voto Popular: Ticar Bodó (AM)
- Prêmio Especial do Júri: DaSilva DaSelva (AM)
- Melhor Direção: Sérgio de Carvalho e Alexandre Barros – Noke Koi (AC)
- Melhor Roteiro: Anderson Mendes – DaSilva DaSelva (AM)
- Melhor Atuação: Moacy Freitas – DaSilva DaSelva (AM)
- Melhor Atuação: Jhenifer Santos – Boiuna (PA)
- Melhor Direção de Fotografia: Thiago Pelaes – Boiuna (PA)
- Melhor Montagem: Kalel Pessôa – Pálido Ponto Vermelho (PA)
- Melhor Direção de Arte: Fabiano Barros – Mucura (RO)
- Melhor Som: Lucas Coelho – Boiuna (PA)
- Melhor Figurino: Ketlen Suzy – Americana (PA)
- Melhor Maquiagem: Vitória Tabanã e Bruno Ferreira – Americana (PA)
- Menção Honrosa: Entre as Nuvens (RR) e Llaneros em Boa Vista (RR)
- Prêmio ItaúCultural Play – Boiuna
Olhar Panorâmico
- Melhor Filme: A Bici de Ramon (RR)
- Melhor Filme Voto Popular: A Bici de Ramon (RR)
- Menção Honrosa do Júri: E Assim Aprendi a Voar (RO)
Outros Nortes
- Melhor Filme: Dois Nilos (RJ)
- Melhor Filme Voto Popular: Cavaram uma Cova no Meu Coração (AL)
- Menção Honrosa do Júri: E Seu Corpo É Belo (RJ) e Ataques Psicotrônicos (BA)
Júri Jovem
- Melhor Filme: Mucura (RO)
- Menção Honrosa do Júri: Boiuna (PA) e Americana (PA)