Teste rápido que detecta vírus da zika com precisão é desenvolvido em pesquisa da USP de São Carlos


Estudo é realizado em parceria com o Ministério da Saúde e usa o código genético do vírus para distinguir a doença de outras como a dengue. Tecnologia também é mais barata que as atuais. Pesquisadores da USP desenvolvem teste para detectar o vírus da zika
Pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos (SP), criaram um teste genético capaz de diagnosticar a zika com maior precisão do que os testes atuais. Ele também é mais barato.
Eles desenvolveram um chip de plástico com eletrodos feitos com partículas de ouro que carregam a sequência do DNA do vírus da zika e recebem uma solução com o material genético do sangue do paciente. O chip então é colocado em um aparelho que cruza os dados.
“Caso a amostra [do paciente] contenha o vírus da zika, o sensor irá juntar a sequência que está no eletrodo com o da amostra e é possível detectar se é o vírus da zika ou não”, explicou o pesquisador do IFSC/USP Henrique Faria.
Pesquisadores da USP de São Carlos desenvolveram um chip capaz de detectar o vírus da zika
Wilson Aiello/EPTV
A pesquisa está sendo realizada há 4 anos e tem parceria do Ministério da Saúde. Ainda há mais dois anos de estudo até o produto estar disponibilizado.
Nos testes realizados, o resultado sai em uma hora e meia. De acordo com os pesquisadores, os testes rápidos existentes atualmente nem sempre dão um resultado preciso porque o vírus da zika e o da dengue liberam a mesma proteína no sangue, por isso a ideia de usar o material genético para diferenciar as duas doenças.
Aparelho cruza o material genético retirado do sangue do paciente e o código do DNA do vírus da zika.
Wilson Aiello/EPTV
Segundo o pesquisador do IFSC/USP Valtencir Zucolotto, no futuro a tecnologia poderá ser usada para distinguir outras doenças, como a chikungunya.
“As vantagens desse teste são a precisão sobre qual é a doença e o fato de ser uma detecção precoce, o que ajuda no tratamento”, afirmou.
Segundo Faria, outra vantagem é o custo mais barato. “Nós fizemos um levantamento do custo desse eletrodo em termos de pesquisa e ele saiu em torno R$ 10. Logicamente agregando valores de preparação da amostra, nós acreditamos que é muito mais em conta do que os testes sofisticados que existem hoje para zika.”
Se for feito em escala industrial, o custo cai bastante, segundo os pesquisadores.
Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.