Mais dois réus são condenados pela morte de preso em 2015 no Rio Grande do Sul


Paulo Márcio Duarte da Silva, o Maradona, foi condenado a 27 anos de reclusão e Erick Brum Paz, a 15 anos e 4 meses de prisão. O julgamento de outros três réus está marcado para o mês que vem. Erick Brum Paz e Paulo Márcio Duarte da Silva, o Maradona, foram condenados pela morte de Teréu.
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul/Divulgação
Na segunda sessão do julgamento popular que aconteceu em Porto Alegre, na quinta-feira (4), mais dois réus foram condenados pelo assassinato de Cristiano Souza da Fonseca, conhecido como Teréu, em 2015. Ele é apontado pela polícia como chefe do tráfico no Beco dos Cafunchos, na Capital.
Paulo Márcio Duarte da Silva, o Maradona, foi condenado a 27 anos de reclusão. Ele negou participação no crime. Erick Brum Paz, recebeu pena de 15 anos e 4 meses. Os dois já estão presos.
Durante o interrogatório de Paulo Márcio, os promotores Lúcia Callegari e Eugênio Amorim mostraram as imagens das câmeras de segurança do presídio. Ele aparece entregando uma sacola plástica aos outros três presos que já foram condenados, no mês passado.
Os promotores perguntaram ao réu se ele ainda exerce cargo de chefia de uma facção criminosa, o que ele negou. A acusação também questionou Paulo Márcio, que já foi enviado três vezes para presídios federais, sobre quantas pessoas ele já havia matado. O réu disse que suas condenações somadas ultrapassam 150 anos.
De acordo com a denúncia, oito pessoas são acusadas de matar Teréu no refeitório da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). Os réus asfixiaram a vítima até a morte dentro da cadeia, com objetivo de garantir a hegemonia de uma facção criminosa que atuava dentro de penitenciárias do estado.
O julgamento de mais três réus está marcado para o dia 8 de agosto.
A morte de Teréu
Traficante Cristiano Souza da Fonseca, conhecido como Teréu, foi morto nesta quinta
Reprodução/RBS TV
Segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Teréu almoçava no refeitório do Pavilhão A da Pasc quando foi cercado por três homens e morto por asfixia, com um saco plástico na cabeça. Outros apenados também participaram. O crime foi registrado por câmeras de segurança, mas as imagens não foram divulgadas.
Apesar de nunca ter sido condenado, Teréu é apontado pela polícia como chefe do tráfico no Beco dos Cafunchos, na Zona Leste de Porto Alegre, e suspeito de ordenar o assassinato do traficante Alexandre Goulart Madeira, o Xandi, que aconteceu em janeiro de 2015, em Tramandaí, no Litoral Norte gaúcho.
Teréu foi preso em maio de 2015, em Porto Alegre, na saída de uma casa noturna, por porte de munição de uso restrito. Inicialmente, ficou detido no Presídio Central – hoje chamado Cadeia Pública –, mas uma semana depois foi transferido para a Pasc porque corria riscos, já que na penitenciária da capital gaúcha também estavam presos membros de outras facções rivais.
Na Pasc, Teréu ficava em uma área isolada. Dois dias antes da morte, teria pedido para sair do isolamento. Horas após a morte, moradores da região onde ele morava realizaram uma manifestação pelas ruas do Beco dos Cafunchos. Eles saíram em caminhada por algumas ruas do bairro carregando faixas com frases em apoio ao homem.
Em outro lado da cidade, o assassinato foi festejado com um foguetório no Condomínio Princesa Isabel, bairro Azenha. Os fogos foram vistos de vários pontos da cidade. Era daquele prédio que Xandi comandava o tráfico de drogas. Os festejos seguiram noite adentro.

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