Emissão de gases causadores do efeito estufa é recorde em 2018

Relatório da Sociedade Americana de Meteorologia em parceria com a Agência Climática do governo americano também mostra que foi recorde o derretimento das geleiras. Emissão de gases do efeito estufa atingiu recorde histórico em 2018, segundo estudo
A emissão de gases causadores do efeito estufa na atmosfera atingiu um recorde histórico em 2018. A conclusão está num estudo divulgado pela Sociedade Americana de Meteorologia em parceria com a Agência Climática do Governo Americano.
Está no relatório e você viu: as chuvas transformaram o Rio de Janeiro num caos. Em Belo Horizonte choveu em 20 minutos o que deveria chover em um mês. Quando o JN fez uma reportagem no interior do Ceará em 2015, o que todo mundo achava era o seguinte: “” coisa mais difícil que eu já vivi na vida foi essa seca, que estamos nela”.
Mas o relatório mostra que, desde então, o solo por lá só ficou mais seco. Pode parecer história velha: que sempre choveu no Rio e teve seca no Nordeste. Mas o grande retrato das mudanças climáticas são exatamente esses extremos.
O relatório foi feito a partir de estudos de 475 cientistas em 57 países, incluindo o Brasil. Derek Arndt é chefe de Monitoramento Global do Clima da Agência Climática Americana, e um dos autores. Ele explica que esses fenômenos registrados no Brasil estão ocorrendo no mundo todo.
É porque, com o aquecimento da Terra, a água evapora mais rápido e causa seca e chuva extremos. Os cientistas estão certos de que isso acontece porque a gente nunca lançou tantos gases causadores do efeito estufa na atmosfera.
Derek diz que a camada de ar é formada por vários gases diferentes e que, enquanto a atmosfera aqueceu mais perto da Terra, onde a gente vive, ela resfriou nas camadas superiores. E que isso acontece exatamente porque a composição dos gases mudou.
Por causa, principalmente, da emissão de três gases principais: dióxido de carbono, que vem principalmente da queima de combustíveis fósseis; metano, que vem principalmente da agricultura e da extração de petróleo e gás natural; e óxido nitroso, que fica mais de 100 anos na atmosfera, e os cientistas atribuem ao uso de fertilizantes à base de nitrogênio.
O relatório mostra que 2018 foi o ano recorde de emissão desses gases e a capacidade de eles piorarem o aquecimento global aumentou em 43% desde 1990. Os Estados Unidos são o segundo país que mais contribui para isso, atrás da China. Hoje, 22 estados americanos e sete cidades processaram o governo de Donald Trump por agravar problema.
O governo de Barack Obama impôs taxas à emissão de gás carbônico para produção de energia, o que prejudicou principalmente as usinas de carvão, que poluem muito. O presidente Trump reverteu essa decisão.
O professor Richard Revesz, da Universidade de Nova York, disse que o governo agiu ilegalmente ao tentar derrubar a ação do governo de Obama, que já nem era suficiente para resolver o problema.
Enquanto isso, o relatório também mostra que foi recorde o derretimento das geleiras. E recorde também no aumento do nível dos oceanos. Cidades ricas como Vancouver, no Canadá, já decretaram estado de emergência climática e fazem planos para remover a população no caso da água invadir a cidade.
Richard diz que quem vai sofrer mais são países pobres. O professor diz que já passou da hora de a gente mudar nossos hábitos de vida e que cidadãos precisam pressionar seus governos para que ajam com responsabilidade em relação ao nosso atual estado de emergência.

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